| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Suliformes |
| Família: | Sulidae |
| Reichenbach, 1849 | |
| Espécie: | S. dactylatra |
O Atobá-grande é um Suliforme da família Sulidae. Conhecido também como Mombebo-piloto, Piloto e Piloto-branco. É o maior e mais pesado dos atobás.
Plumagem branca, exceto pelas penas das asas e cauda negras. Bico amarelo. As fêmeas e machos possuem olhos com íris amarela e pés amarelos. Os ninhegos, os jovens e os imaturos possuem íris de coloração cinza e pés variando de chumbo a chumbo-amarelado.
Atira-se de 10 metros ou mais, em pique vertical, com asas encolhidas em ângulo, mergulhando vários metros atrás de peixes, seu principal alimento, sobretudo peixes-voadores.
Procria em colônias, fazendo um ninho bem precário com pedras pequenas. Coloca 1 ou 2 ovos, mas geralmente só um dos filhotes chega à idade adulta, pois o mais forte mata o menorzinho. Nasce nu, após duas ou três semanas adquire a penugem branca e com 4 meses, aproximadamente, já está bem emplumado. Então o filhote anda perto do ninho e exercita as asas para aprender a voar. O ciclo reprodutivo de Sula dactylatra na Ilha da Trindade se inicia em agosto e as posturas por volta das primeiras semanas de setembro, se estendendo até novembro; os jovens abandonam os ninhos em fevereiro / março. No Atol das Rocas e no Arquipélado dos Abrolhos seu período reprodutivo inicia no final de março e começo de abril, restando após setembro, somente ovos inviáveis e jovens em estágio inicial de vôo. Em Fernando de Noronha existe registro de reprodução em novembro.
Alguns autores, considerando as diferenças regionais existentes nas cores de partes nuas, reconhecem mais de sete subespécies além da forma nominal, que tem como localidade típica a Ilha de Ascensão; entretanto alguns tratamentos têm reforçado a idéia de quatro sub-espécies apenas. No Brasil ocorre Sula dactylatra dactylatra.
Sula dactylatra, também conhecida como atobá-mascarado, possui vasta distribuição pelos oceanos tropicais e subtropicais. No Brasil existem populações no arquipélago de Abrolhos, no Atol das Rocas, Fernando de Noronha e Ilha da Trindade.
insulares brasileiras: bioecologia e conservação (Organizado por Joaquim Olinto Branco). Editora da UNIVALI, Itajaí, SC. (Disponivel em http://www.avesmarinhas.com.br/livros.html ou http://www.avesmarinhas.com.br/Capitulo%206.pdf).